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Olá, sou o Professor Ivan Luiz, bacharel em geografia, perito judicial e ambiental, Jornalista Reg. CPJ 38.690 RJ desde 1977,petroleiro e diretor Coordenador da Secretaria das Empresas Privadas do Sindipetro-RJ. Minha missão é contribuir com conhecimentos, informações, reflexões e soluções para que nós, que exercemos a cidadania, tenhamos maior e melhor qualidade de vida, com dignidade e de maneira respeitosa. Quer conhecer mais sobre minha trajetória, prática de vida e meus projetos? Então acesse nas redes sociais meus trabalhos, todos são abertos, para que possamos somar forças ... Todo domingo às 19:00 realizamos transmissão ao vivo pelo Facebook que ficará disponível em professorivanluizdemarica.blogspot.com onde ficam todos os meus links, e no Canal Professor Ivan Luiz de Maricá no You tube, tem bastante conteúdo também, inscreva-se para que possamos alcançar mais pessoas dedicadas a continuar a obra desse Grande Arquiteto.! Atualmente minha atuação profissional, pessoal é na área de recuperação tributária (apenas administrativamente), o que faz com que o retorno seja rápido e eficiente, pode agendar uma vídeo conferencia visando tirar todas as possíveis dúvidas, atendemos em todo o Brasil, através do e-mail contato@professorivanluiz.com.br. Obrigado, e até a próxima!!!
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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

NP 355 em 19 set 2019



Programa 355 - Semana de 13 a 19/09/2019  - 38ª Edição do ano  Fonte-Ricardo Cravo Albin

Notícias Petroleiras e outras, estes são os nossos módulos.
Vinheta - 1995

19/09/2019



Jornalista
- Reg. CPJ 38.690 - RJ – 1977.
Nossos Homenageados inesquecíveis da semana que proporcionaram grandes impactos na cultura brasileira e internacional destaque para   Arlindo Cruz (61 anos) dia 14 -  Ismael Silva (114 anos) dia 14 -  Lupicínio Rodrigues (105 anos) dia16 -  Zé Kéti (98 anos) dia 16 -  César Camargo Mariano (76 anos)hoje dia 19

Fatos históricos relevantes que não podem ficar esquecidos da nossa memória destaque para o dia
.
Relação completa dos aniversariantes de  13 a 19/09

EDITORIAL
Pesquisadores descobrem trapaça do governo em cálculos da reforma da Previdência - 17 Setembro 



Governo enganou a todos: deputados, senadores, empresários e trabalhadores
Foi um trabalho de profissionais. O governo enganou a todos, deputados e senadores, empresários e trabalhadores, com sua proposta de reforma do sistema de aposentadorias. O projeto denominado Nova Previdência, ficará claro adiante, é uma falsidade completa, um edifício de planilhas sem consistência construído com dados manipulados para atingir os objetivos austericidas e privatistas do Ministério da Economia.

Sabia-se que o plano engendrado em Brasília aumenta a desigualdade, sacrifica os mais pobres, entrega o filão das aposentadorias mais bem remuneradas aos fundos e bancos privados, quebra municípios pequenos com economia movimentada principalmente por dinheiro dos aposentados, mas faltava provar isso, o que implicava ter acesso aos números e às fórmulas utilizados pelos responsáveis. A decisão em abril do Ministério da Economia de decretar sigilo sobre os estudos e pareceres técnicos que embasaram a Proposta de Emenda à Constituição era indício de práticas suspeitas. Depois da aprovação do projeto pela Comissão de Constituição e Justiça, o ministro Paulo Guedes desinterditou parte das
informações, mas manteve na clandestinidade o essencial: as planilhas com a memória de cálculo, os pressupostos de crescimento e de emprego, quem será mais afetado, quem ficará fora e o custo para implementação de um regime de capitalização.
Encontrar provas exigia, portanto, driblar a ocultação de dados-chave. Foi o que fez um grupo de pesquisadores do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica do Instituto de Economia da Unicamp e os resultados estão no texto inédito intitulado “A falsificação nas contas oficiais da Reforma da Previdência: o caso do Regime Geral de Previdência Social”, divulgado em primeira mão por CartaCapital.
“As contas oficiais da reforma da Previdência para o regime geral foram falsificadas. Comprovamos que cálculos deturpados ampararam a principal apresentação sobre a economia a ser gerada pela reforma, feita pelo secretário da Previdência, Rogério Marinho, em maio no Congresso Nacional”, resume Pedro Paulo Zahluth Bastos, professor do Instituto de Economia, doutor em Economia e pesquisador do Cecon-Unicamp, ex-professor visitante na Universidade da Califórnia em Berkeley e coordenador da equipe responsável pelo estudo, divulgado em uma nota técnica.

O grupo é formado também pelos pesquisadores André Luiz Passos Santos, mestre em História Econômica pela USP e analista bancário aposentado, Ricardo Knudsen, doutor em Química pela USP, especialista em Design de Experimentos e proprietário da KnudZen Consulting, na Itália, e Henrique Sá Earp, professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp, mestre em Física  Teórica pela University of Cambridge e ph.D em Matemática pelo Imperial College London.

“Parece que torturaram os
dados para eles dizerem o que o governo queria”,
sugere Bastos
“Auditamos os cálculos oficiais da Secretaria da Previdência obtidos através da Lei de Acesso à Informação e encontramos indícios de falsificação ou, no mínimo, incompetência.
Os cálculos inflam o custo fiscal das aposentadorias atuais para justificar a reforma e exageram a economia fiscal e o impacto positivo da Nova Previdência sobre a desigualdade. Ao contrário, demonstramos que, para o Regime Geral de Previdência Social, as aposentadorias por tempo de contribuição obtidas nas regras atuais com idades mais novas geram superávit para o RGPS e têm impacto positivo sobre a desigualdade. Sua abolição resulta em déficit para o RGPS, o que é compensado pela Nova Previdência por um corte nas aposentadorias que prejudica principalmente os mais pobres, agravando a desigualdade”, sublinham os pesquisadores.
As contas oficiais para o
regime geral foram falsificadas por cômputos deturpados
O superávit alegado pelo governo com a abolição da aposentadoria por tempo de contribuição, prosseguem, “é irreal, portanto a estimativa de economia com a reforma é falsa. Os principais equívocos oficiais são os seguintes: 1. Para o salário de 11.770 reais, usado na simulação oficial do custo de uma aposentadoria por tempo de contribuição, o governo usa cálculos para uma aposentadoria por idade mínima. 2. O governo infla o déficit da aposentadoria por idade mínima ao superestimar a aposentadoria (ao tomar o pico e não a média dos salários) e subestimar as contribuições do empregado e, principalmente, do empregador. 3. Para o salário mínimo, o governo chega a resultados falsos, porque também troca a simulação de uma aposentadoria por tempo de contribuição por uma aposentadoria por idade mínima.   4. Para a aposentadoria por idade, o erro advém de não considerar a condição mínima de 15 anos de tempo de contribuição ou a média da aposentadoria por idade nas regras atuais (19 anos de tempo de contribuição), e de tomar o pico e não a média dos salários; feita essa correção, a Reforma da Previdência não apenas diminui o subsídio para os mais pobres, como joga muitas famílias na pobreza”.
As constatações dos pesquisadores são acompanhadas de demonstrações matemáticas e indicam que a sociedade e o Congresso receberam informações deturpadas, portanto foram
induzidos a erro ao analisarem a proposta oficial de reforma da Previdência. O combate aos privilégios, recordam os autores do trabalho, é um dos principais argumentos em defesa da reforma do Regime Geral.

Alega-se que o fim da 
aposentadoria por tempo de contribuição acabaria com o privilégio de
trabalhadores com maiores renda e estabilidade de emprego que podem se aposentar mais cedo e que, por receberem os proventos por mais tempo, onerariam o sistema público de aposentadoria de modo injusto.
Para apoiar essa afirmação, destacam os pesquisadores, “a Secretaria da Previdência apresentou cálculos falsos à imprensa e aos deputados federais em várias ocasiões”. O trabalho do Cecon-Unicamp mostra que, ao contrário do que diz o governo, “para o Regime Geral de Previdência Social, as aposentadorias por tempo de contribuição obtidas nas regras atuais com idades mais novas geram superávit para o RGPS e têm impacto positivo sobre a desigualdade. Segundo Bastos, “se não deturparam os números de propósito, foram incompetentes. O que eu posso dizer é que é tão absurdo que qualquer um que sabe fazer cálculo atuarial e conhece um pouco de previdência não confundiria, por exemplo, uma aposentadoria por tempo de contribuição com aposentadoria por idade e não calcularia uma aposentadoria por idade do modo como fizeram. Parece que torturaram os dados para eles dizerem o que o governo queria”.

A engenharia reversa de informações oficiais mostrou como foi feita a manipulação
O ponto central, sublinha o pesquisador, “é a questão da aposentadoria por tempo de contribuição e o fator previdenciário. Quem defende a reforma diz que essa é a maior despesa, vai prejudicar o orçamento no futuro e não fala nada a respeito das receitas que isso gera”. Há grande concordância em torno disso por parte de economistas como Paulo Tafner e Pedro Nery, autores de um livro sobre a Previdência, Marcos Lisboa, do Insper, que fez ao lado de Tafner uma apresentação sobre o tema no Congresso, e Marcelo Caetano, do Ipea, secretário da Previdência Social no governo Temer. Caetano, é importante lembrar, elaborou a proposta de reforma de Temer e integrou ao mesmo tempo o Conselho de Administração de uma das maiores empresas de previdência privada do País, a BrasilPrev, do Banco do Brasil, situação de evidente conflito de interesses entre a esfera privada e o interesse público que ensejou duras críticas de representantes dos servidores.
Tafner e Nery dedicam um capítulo inteiro do seu livro, intitulado “O risco que não existe: a
aposentadoria por tempo de contribuição”, ao ataque dessa modalidade. Omitindo a receita das contribuições, chegam a afirmar que “uma reforma que criasse uma idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição – mantidas as idades dos outros benefícios constantes –, reduziria a desigualdade regional na aposentadoria. É o exato contrário do que oponentes da reforma propagam…”

Resposta de Bastos: “De fato há mais trabalhadores com maior salário e estabilidade de emprego formal, portanto mais tempo de contribuição nos estados mais ricos. Mas o que Tafner e Nery esquecem é que, se esses trabalhadores se aposentarem por tempo de contribuição, eles contribuem mais com a Previdência do que recebem, portanto
financiam a aposentadoria por idade dos trabalhadores dos estados pobres. Ou seja, de novo, os autores só estão tomando as despesas das aposentadorias para o Regime Geral como se essas despesas fossem cobertas pelo Tesouro e não pelas próprias contribuições destes trabalhadores em excesso às suas aposentadorias”.

Nery voltou à carga na terça-feira 10 nas páginas de O Estado de S. Paulo. Remeteu ao artigo que escreveu em parceria com Tafner e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, crítico ao texto do economista francês Thomas Piketty em coautoria com
Marc Morgan e Amory Gethin, da Paris School of Economics, e Pedro Paulo Zahluth Bastos publicado em julho no Valor, que identificava aumento da desigualdade com a reforma da Previdência elaborada pelo governo. Nery ficou incomodado com as afirmações da nota técnica “O mito do custo fiscal e da regressividade da aposentadoria por tempo de contribuição”, também do Cecon-Unicamp, publicada no mês passado.

O pedido de informações
sobre uma apresentação de Marinho fez a casa cair
Resposta de Bastos: “Nery parece que não domina cálculo atuarial nem sabe como se faz cálculo de aposentadoria com fator previdenciário. A conta enganosa apresentada por Lisboa e Tafner na Câmara reproduz o gráfico de um artigo de Nery de 2016 para má-orientação dos senadores no qual se omite, incrivelmente, a correção atuarial dos 30 anos de contribuição de uma aposentada aos 52 anos e desconsidera até mesmo o Fator Previdenciário. Se conhecesse cálculo atuarial não diria que com a regra 85/95 o resultado é um subsídio para o aposentado por tempo de contribuição. Não é: uma aposentadoria para um homem aos 58 anos, com 38 anos de contribuição, tem o custo de apenas 79% sobre as contribuições. Felizmente, nosso sistema é de repartição e não de capitalização, mas precisamos conhecer matemática para saber quem reparte o que para quem. O aposentado de 57 anos em Santa Catarina ou a brasileira de 52 anos que ele gosta de citar é quem paga mais do que recebe, contribuindo para financiar a aposentadoria por idade em Roraima (que também deixa pensão). Acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição elimina essa fonte de financiamento, o que é compensado pela reforma, obrigando os trabalhadores mais pobres em Roraima, no Brasil inteiro, a contribuir mais e por mais tempo para ter uma aposentadoria bem pior, agravando a concentração pessoal e regional da renda, ao contrário do argumento oficial. Falta formação matemática para opinar”.
Os
pesquisadores comprovaram que a aposentadoria por tempo de contribuição é
superavitária
A nota técnica do Cecon-Unicamp que gerou o artigo de Nery contesta os argumentos oficiais de que a reforma do Regime Geral de Previdência Social é necessária para eliminar o custo fiscal e a regressividade distributiva centrada na aposentadoria por tempo de contribuição. O trabalho diz comprovar matematicamente que a aposentadoria por tempo de contribuição é superavitária, ou seja, a soma das contribuições de trabalhadores e empregadores, capitalizada à taxa de juros de 3% ao ano, considerada conservadora pelos autores, gera um volume de contribuições maior que a expectativa de recebimento de benefícios, levando em conta a sobrevida calculada pelo IBGE para cada grupo de idades simuladas.

Ou seja, diz a nota, a aposentadoria por tempo de contribuição não onera a Previdência, mas, ao contrário, gera recursos para ajudar a arcar com as aposentadorias por idade, estas sim deficitárias, onde se concentram as pessoas com menor capacidade contributiva, quer pela baixa renda, quer pela dificuldade de se manterem empregadas.
As estatísticas do próprio INSS revelam que os aposentados por idade contribuem em média cinco meses por ano. Assim, o trabalhador precário leva em média 36 anos para completar 15 anos de contribuição, e 48 anos para completar 20 anos de contribuição. “Comprova-se, portanto, que a aposentadoria por tempo de contribuição não é regressiva, ao contrário. Aposentados por tempo de contribuição recebem menos do que contribuíram, ajudando a dar higidez ao sistema”, sublinha André Luiz Passos Santos, um dos autores do trabalho.
O projeto da Nova Previdência, diz Santos, “informa aposentadoria por idade mínima como se fosse por tempo de contribuição, embaralha combinações de idade e tempo de contribuição, subestima as contribuições pelo teto do INSS (salário médio de 11,7 mil reais), desprezando as contribuições patronais que se dão pelo total do salário e não pelo teto do INSS. Além disso, utiliza taxa de juros de 2,5% ao ano, abaixo de qualquer expectativa conservadora, com a finalidade de afirmar que a aposentadoria por tempo de contribuição é deficitária, quando de fato não é”.
O grupo pesquisou as metas atuariais (expectativa de rentabilidade) dos grandes fundos fechados de previdência das principais empresas estatais e constatou que utilizam taxas
entre 4,1% a 4,9% ao ano. “Não há qualquer justificativa para se utilizar a taxa de 2,5%, a não ser a de apresentar resultados desfavoráveis ao trabalhador, visto que os cálculos são muito sensíveis aos juros. Contudo, mesmo utilizando os injustificáveis 2,5% – o piso que hoje o Tesouro Nacional paga aos rentistas – os resultados são muito diferentes dos cálculos do governo. Eles estimam um suposto déficit de 2 milhões de reais para quatro
aposentadorias privadas com salário de 11,7 mil reais, metade delas gerando pensão por morte. O cálculo correto mostra, entretanto, um superávit de 130 mil reais, que aumenta muito se aplicarmos as taxas de retorno prometidas pelos fundos de previdência”, dispara Santos. É preciso lembrar que, segundo Paulo Guedes, a Previdência por capitalização “no Brasil daria certo, pois os juros estão na lua sempre”.

Não há justificativa para
utilizar a taxa de 2,5% ao ano, a não ser prejudicar o trabalhador
Vários economistas que fazem coro com o governo citam as contas do Ministério da Economia, observa Bastos. “Questionamos os cálculos de uma apresentação feita pelo ministro Marinho em uma audiência pública na Câmara dos Deputados em maio. A  solicitação foi feita por Ricardo Knudsen, um dos signatários da primeira nota técnica sobre a reforma. Não achávamos que iriam responder, mas responderam. Fizemos a engenharia reversa (processo de descobrir os princípios tecnológicos e o funcionamento de um dispositivo através da análise de sua estrutura, função e operação) e conseguimos calcular a partir de um caso, os demais. Testamos o modelo e obtivemos um grau de precisão de
centavos.

Foi assim que descobrimos os parâmetros que eles usaram para chegar aos cálculos, particularmente para o Regime Geral, responsável pela maior parte da economia a ser gerada pela reforma.”   

           Aulas de cálculo atuarial e matemática fariam bem a Nery
Os parlamentares responsáveis pela aprovação ou rejeição da proposta oficial e todos aqueles a serem afetados pela reforma deveriam prestar atenção a este alerta de Bastos:
“Por que estão construindo essa ideia de que a aposentadoria por tempo de contribuição é ruim? Talvez porque, se você acabar com essa modalidade, entrega um grande filé-mignon para os bancos. A aposentadoria por tempo de contribuição é exatamente a que tem os aposentados de maior renda. Portanto, mesmo que não haja capitalização, a reforma, se for aprovada, jogará esses aposentados de maior renda para a previdência privada. Agora que desvendamos o mecanismo utilizado pelo governo para chegar a contas falsas, o que sustenta a reforma a não ser os interesses de uns poucos?” •


FonteCarta Capital

Parte II
Programa 355 - Semana de 13 a 19/09/2019  - 38ª Edição do ano  Fonte-Ricardo Cravo Albin

Data
Fatos históricos relevantes que não podem ficar esquecidos da nossa memória
13
1966 a ditadura extingue a Lei Eloy Chaves, que, desde 1923, protegia o trabalhador contra a demissão imotivada e implanta o FGTS, que libera o empresário para demitir à vontade.

14
1976 na Argentina o exército ocupa as fábricas automotivas, na tentativa de fazer os trabalhadores voltarem a
produzir. Os grevistas não cedem e conseguem a adesão de outros setores ao movimento.

15

1964 na Colombia sob influencia da Revolução Cubana de 1959 nascem as Forças Armadas Revolucionaras Colombianas – Exército Popular (FARC-EP), com o objetivo de lutar por um país com terra para os camponeses e justiça para todos. Logo recebem apoio do Partido Comunista Colombiano.

16

1810 no México é declarada a Guerra de Independencia pelo padre Miguel Hidalgo. Esta declaração ficará conhecida como Grito Dolores, a qual propõe uma revolução social e anticolonial no país. Hidalgo e alguns companheiros serão capturados e executados por um pelotão de fuzilamento em Chihuahua no ano seguinte.

17
1824 no Brasil a esquadra e as tropas imperiais derrotam a resistência dos revolucionários de Recife/PE, sede da
Confederação do Equador. Trata-se de uma derrota decisiva para a revolução que se estendeu por boa parte do Nordeste brasileiro, reivindicando uma constituição com soberania popular.

18
1990 a prefeitura de SP descobre no bairro de Perus um cemitério clandestino com ossadas de vitimas assassinadas pela ditadura.


19

2003 na Bolívia organizações indígenas e movimentos sociais de El Alto iniciam uma ampla mobilização contra um projeto de exportação do gás natural para os EUA. O episódio ficará conhecido como Guerra do Gás. Os manifestantes exigem que o gás deve ser industrializado no país e ser usado no desenvolvimento de seu povo. A manifestação será reprimida. O aymara Evo Morales, um dos líderes do movimento será eleito presidente três anos depois.




Módulo Destaque Cultural
Biografia     Arlindo Cruz (61 anos) dia 14 - Arlindo Domingos da Cruz Filho  14/9/1958 RJ - Cantor.  Compositor. Instrumentista.   Criado em Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro. O pai foi músico amador e recebia em casa vários compositores em sua roda de samba, entre os quais Candeia. Irmão do também compositor Acyr Marques, que vem a ser pai da cantora Débora Cruz. Na década de 1980 organizava o Pagode do Arlindo em

Cascadura, subúrbio do Rio de Janeiro. Na década de 1970 foi um dos criadores da roda de samba do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, em Ramos, subúrbio do Rio de Janeiro. Logo depois, alguns desses  participantes viriam a formar o grupo fundo de Quintal, do qual fez parte da primeira formação, lançado vários discos e posteriormente passando a desenvolver carreira solo. Integrante da Ala de Compositores da Escola de samba Imério Serrano, na qual foi várias vezes ganhador do samba-enredo que representou a escola em desfiles no Sambódromo. Pai de Arlindo Neto, que também ingressou na carreira artística como cantor e
compositor. Em 2014 foi inaugurado o Espaço Cultural Arlindo Cruz, em Realengo (RJ), uma iniciativa da ONG Subúrbio Carioca com a Prefeitura do Rio de Janeiro. No início de 2017 foi internado vítima de um AVC hemorrágico, na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro (RJ). Em meados de 2018 recebeu alta médica e foi para casa sob cuidados da família e enfermeiros.


Biografia       Ismael Silva (114 anos) dia 14 14/9/1905 Niterói, RJ  14/3/1978 RJ - Compositor. Cantor. Nasceu em Jurujuba, comunidade de pescadores na Baía de Guanabara. Caçula dos cinco filhos, aos três anos ficou órfão de pai - Benjamin da Silva, cozinheiro do Hospital Paula Cândido - e sua mãe, Emília Correia Chaves, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde seria mais fácil arranjar emprego, indo morar no sopé do morro do bairro do Estácio de Sá, centro carioca de pequena classe média. Com sete anos, fez questão de matricular-se na escola. Era o melhor aluno da sala e logo tornou-se monitor. Em 1935, foi preso depois de dar dois tiros em Edu Motorneiro, um sujeito grandalhão que faltou com o respeito a sua irmã Orestina. Foi condenado, no ano seguinte, a cinco anos por tentativa de homicídio, pena mínima, graças a Prudente de Moraes Neto, seu advogado de defesa. Contam que teria atirado em Edu Motorneiro, à porta do Café Paulicéia, na Lapa. Preso em flagrante, foi solto em 1938 por bom comportamento. Nessa mesma época, de um rápido namoro com a passista do Estácio Diva Lopes Nascimento, nasceu Marlene Martins Batista, filha nunca reconhecida oficialmente, embora fosse a cara dele. Quase se assemelhando à figura descrita por ele em seu famoso samba "Antonico" ("... Que está vivendo em grande dificuldade/ Ele está mesmo dançando na corda bamba/ ele é aquele que na Escola de Samba/ Toca cuíca, toca surdo e tamborim...) morreu em março de 1978, ano em que a MPB perderia também Candeia. Em 2017, um "esboço biográfico" seu foi incluído no livro "Música e cultura popular: Vários escritos sobre um tema comum", do pesquisador José Ramos Tinhorão, lançado pela Editora 34. Conheceu Tinhorão na casa do amigo comum Humberto Franceschi, na rua da Passagem, no Bairro carioca de Botafogo.

Biografia  Lupicínio Rodrigues (105 anos) dia 16 -   16/9/1914 Porto Alegre, RS  27/8/1974 Porto Alegre, RS - Compositor. Cantor. Nasceu no bairro portoalegrense da Ilhota, na Travessa Batista, nº 97. Primeiro filho homem do casal Francisco Rodrigues e Dona Abigail, que tiveram ao todo 18 filhos. O pai, um funcionário da Escola de Comércio, atualmente Faculdade de Economia, batizou o filho com o nome de um herói da Grande Guerra: Lupicínio. Apesar de pobre, passou a infância sem grandes privações. O pai queria que ele se tornasse um doutor e, quando o menino fez cinco anos, resolveu levá-lo à escola para aprender a ler. Depois de pouco tempo freqüentando a escolinha, a professora aconselhou Seu Francisco a trazê-lo só quando tivesse sete anos: "...Até agora não quis saber de prestar atenção à aula. Só quer saber de brigar na classe e cantarolar...". O pai acabou compreendendo que o menino ainda era muito pequeno para ser forçado a estudar. O pequeno Lupi, como era chamado, passou a "freqüentar" o campinho de várzea para jogar bola com os outros "guris". Foi daí que veio a paixão pelo futebol que o fez tornar-se um fervoroso torcedor do Grêmio, clube portoalegrense para o qual, anos depois, acabou compondo o hino oficial. Aos sete anos, finalmente, foi matriculado no curso primário do Colégio São Sebastião, de Irmãos Maristas, que ficava na Rua do Arvoredo, hoje Fernando Machado. De sua primeira escola, guardou a lembrança carinhosa dos professores de música, Irmão Stanislau e Irmão Alfredo. Como sua família era pobre, mesmo estudando, necessitou aprender um ofício. Quando estava com 12 anos, o pai conseguiu colocá-lo como aprendiz nas oficinas da Companhia Carris Portoalegrense, que administrava os bondes e, posteriormente, na firma Micheletto. Já nessa época, compunha música para os blocos carnavalescos de seu bairro. Quando adolescente, passou a freqüentar o bar de Seu Belarmino, onde ficava com os amigos bebendo e cantando até altas horas. O pai, preocupado com o "talento" boêmio do filho, resolveu apresentá-lo como "voluntário" ao exército. Em 1931, passou a ser o soldado 417 do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. No quartel, foi cantor de um conjunto musical de soldados e continuava compondo para os blocos carnavalescos. Chegou a vencer um concurso com uma marchinha chamada "Carnaval", feita para o Cordão Carnavalesco Prediletos. Dois anos depois, era promovido a cabo e transferido para a cidade de Santa Maria. Quando deu baixa no exército, em 1935, Seu Chico conseguiu-lhe um emprego de bedel na Faculdade de Direito. Apesar de ter tido uma grande paixão na juventude, a jovem Iná, não chegou a se casar, pois a moça não aceitava sua vida boêmia. Romperam o noivado com grande mágoa um do outro. O próprio compositor admitiria que esse fracasso amoroso na juventude teria sido fonte de inspiração de muitos sambas seus. Em 1939, depois de rompido o noivado com Iná, decidiu passar uma temporada no Rio de Janeiro. Passou a freqüentar a boêmia da Lapa carioca, convivendo com artistas e com a malandragem de então. Entre os companheiros de noitadas no legendário Café Nice estavam Kid Pepe, Germano Augusto, Wilson Batista, Ataulfo Alves, entre outros. Foi naquele reduto boêmio que ficou conhecendo Francisco Alves, que se tornou um de seus principais intérpretes.

Em 1947, aposentou-se da Faculdade de Direito de Porto Alegre por motivo de doença. Nessa época, resolveu abrir uma churrascaria, a Jardim da Saudade ou Galpão do Lupi, a primeira de uma série de restaurantes e bares que iria abrir nos anos seguintes. Casou-se somente em 1949, com Cerenita Quevedo Azevedo, que conheceu ainda criança, e não via há mais de 15 anos. Com ela teve um filho, Lupicínio Rodrigues Filho. Na verdade, já havia sido casado com uma moça chamada Juraci, que no leito de morte lhe pediu que se casasse para legalizar a situação da filha que tiveram, Tereza. Cerenita acabou adotando a menina, que mais tarde daria cinco netos ao casal. Anos depois comprou uma chácara no bairro Cavalhada, onde passou seus últimos anos de vida com a
família. Foi fundador e representante da Sbacem no Rio Grande do Sul, por 28 anos. Faleceu em Porto Alegre, a 27 de agosto de 1974, cercado pela admiração geral.



Biografia     Zé Kéti (98 anos) dia 16 - José Flores de Jesus  16/9/1921 RJ  14/11/1999 RJ - Compositor.

Cantor. Cantou o samba, as favelas, a malandragem e seus amores. Nasceu no bairro de Inhaúma, em 16 de setembro de 1921, embora tivesse sido registrado, em 6 de outubro. Em 1924, foi morar em Bangu na casa do avô, o flautista e pianista de João Dionísio Santana, que costumava promover reuniões musicais em sua casa, das quais participavam nomes famosos da música popular brasileira como Pixinguinha, Cândido (Índio) das Neves, entre outros. Filho de Josué Vale da Cruz, um marinheiro que tocava cavaquinho, cresceu ouvindo as cantorias do avô e do pai. Após a morte do avô, em 1928, mudou-se para a Rua Dona Clara. Mudou-se para Bento Ribeiro em 1937 e, logo depois, passou a freqüentar a Portela por intermédio do compositor Armando Santos, diretor da escola. Em 1940, ingressou na Polícia Militar, onde serviu por três anos. Em1945, entrou para o grupo de compositores da Portela - que ainda não era estruturado como "ala" - escola que mais tarde assumiu como a sua de coração. Em 1950, afastou-se da escola por problemas em relação à autoria de algumas composições e foi para a União de Vaz Lobo (1954), só retornando à Portela no início da década de 1960. Em 1960, abriu uma barraca de peixes na Praça Quinze, em sociedade com Luiz Paulo Nogueira, filho do senador udenista Hamilton Nogueira. Foi responsável pela revitalização do samba, na época em que surgiu a bossa nova. Zé Quietinho ou Zé Quieto eram os seus apelidos de infância. Quieto virou Kéti porque a inicial K do nome artístico era a letra que na época era vista como de sorte, nomeava estadistas como Kennedy, Krushev e Kubitscheck. O próprio sambista divulgou a versão numa de suas falas do Show Opinião, estrelado por ele de 1964 a 1965 ao lado de Nara Leão e João do Vale. No início dos anos 1970, separou-se da segunda mulher - com a primeira teve cinco filhos - e foi para São Paulo. Nesta época, tinha uma firma de reforma de prédios, a Ortensur. Além disso, acumulava os cargos de funcionário público e representante de um laboratório farmacêutico. Em 1974, criou o serviço de transportes marítimos São Gonçalo - Paquetá, através da Marketti Transportes Marítimos LTDA. Em 1987, no início de julho, teve o primeiro derrame cerebral. Fixou residência em São Paulo, no bairro da Consolação, morando com o filho José Carlos. Em 1995, voltou para o Rio e foi morar com uma das filhas. Continuou compondo, cantando e lançou um disco. Em janeiro de 1999, recebeu a placa pelos 60 anos de carreira na roda de samba da Cobal do Humaitá. Em agosto, com a morte de sua ex-mulher, entrou em profunda depressão. Morreu a 14 de novembro, aos 78 anos, de falência múltipla dos órgãos.


Biografia     César Camargo Mariano (76 anos) hoje dia 19 - Antônio César Camargo Mariano  19/9/1943 São Paulo, SP - Arranjador. Compositor. Instrumentista. Produtor. Ao completar 13 anos de idade, ganhou um piano de presente de seu pai e começou a tocar de ouvido. Após nove meses, foi convidado pela trombonista americana Melba Liston a participar de seu concerto  em um Clube de Jazz do Rio de Janeiro. Ainda aos 13 anos, foi chamado a participar de um programa na Rádio Globo, Rio de Janeiro, onde foi apresentado como "O menino-prodígio que toca jazz". O compositor Johnny Alf, que tinha relações estreitas com a família Mariano, passou a morar em sua casa, incentivando-o na arte de arranjar e compor. Seu pai, professor de música, tentou ensinar-lhe teoria musical, mas não foi bem sucedido. Formou grupos amadores instrumentais e vocais. Nessa ocasião, foi convidado pela TV Record de São Paulo para participar do programa "Passaporte para o estrelato". Influenciado pelo estilo de Nat "King" Cole, aos 15 anos de idade foi contratado para dublá-lo em comerciais ao vivo na TV Record. Para uma aparição mais convincente, teve suas mãos e braços pintados de preto. Cole ficou tão impressionado com sua performance que o convidou para um de seus shows, porém foi barrado por ser menor de idade. Foi casado com Marisa Gata Mansa, com quem teve o filho Marcelo Mariano, hoje também instrumentista, e com Elis Regina, com quem teve os filhos Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, nascidos em 1975 e 1977, respectivamente, hoje cantores.




Relação completa dos aniversariantes da semana.

Intervalo compreendido do dia 13 a 19/09Aniversariant








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